Assisti ontem, pela televisão, ao jogo em que o Flamengo derrotou o Botafogo no Maracanã. Não vou comentar o confronto, primeiro porque tudo que tem que ser dito já está nos jornais de hoje e, segundo, porque não entendo de futebol a ponto de ser louco e expressar aqui minha opinião. Quero falar de outra coisa que me tem chamado a atenção e me chateado bastante.
Gosto de ir ao Maracanã com meu filho por duas razões: a primeira, porque sei que ele, Daniel, curte muito acompanhar de perto o nosso Flamengo e, segundo, porque acho o espetáculo em si - as torcidas, a vibração e a energia - belíssimo. É claro que já estive outras vezes no Maracanã. Depois, com as brigas entre torcidas e por não gostar de violência, parei de ir.
Agora, com toda essa campanha de paz e amor, com a volta da família ao campo de jogo, e por meu filho, recomecei a freqüentar o maior do mundo. Mas algo me incomoda e muito. Já não se assiste ao jogo sentado. Não consigo entender que se pague um ingresso caro para ficar 90 minutos em pé. É cansativo. A situação chega a um ponto em que, muitas vezes, nas cadeiras azuis, o torcedor fique em pé em cima dos apoios para os braços. Esse problema mereceu hoje, em O Globo, uma matéria. Comenta o fato de o público assistir em pé até nas cadeiras em cima das cabines de rádio e televisão. E vai você reclamar com os da frente para ver o que acontece... Uma pena!
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