quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sai-te,égua!!!

Eita aninho féla da puta!!! Xô!!!!! Sai-te, égua!!!! que venha logo 2010!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O carequinha

Viu como a guarda municipal só atrapalha? Ia falar do carequinha e acabei me distraindo com os pupilos de Cesar... Mas sim, depois que o casalzinho municipal me disse que o carequinha era tranquilo e o que tinha era um radinho, lembrei-me que realmente poderia ser ele, o famoso rapaz da República do Peru. Figurinha fácil, que sempre andava, na década de 90, naquela rua do Posto 3/4.
Sempre bem vestido para um morador de rua, radinho na mão, headfone nos ouvidos, cantava em voz alta as músicas que ia ouvindo. Era tranquilo, não se metia com ninguém, mas se alguém caçoasse dele, ai virava bicho. Xingava e jogava pedra. Depois sumiu e só o voltei a ver, tempos depois, na altura da Siqueira Campos. E voltou a sumir de novo.
Então pensei que a carequinha poderia mesmo ser a cabeça dele... raspada. Talvez levado pelos, agora, fiscais do Paes para o abrigo dos mendigos, raspado a cabeça e solto mais uma vez... e me chamou a atenção a cabeça raspada. Por que raspam a cabeça dos mendigos quando os prendem? Pelo menos nos filmes se vê muito isso, raspagem de cabeça. Será por causa de piolhos? Mas se é por isso, é uma raspagem hipócrita, porque o homem da nossa historinha, o carequinha poderia não ter piolhos na cabeça, mas certamente teria pulgas, chatos e outros bichinhos mais, porque estava imundo. Será que dão banho nos abrigos?

Ah... Copacabana

Andando ontem por Copacabana, pouco antes de os traficantes darem ordens para que os comerciantes não abrissem suas lojas e de queimarem um ônibus em represália à ocupação pela PM do morro Pavão-Pavãozinho, vivi uma cena comum naquele bairro.
Ao atravessar a Figueiredo Magalhães, os gritos de "pega ladrão" ecoaram. Debandada geral, correcorre e lá vem o malandrinho, jovem, sujo, descalço, camisa enrolada na cabeça. correndo fugindo de quem o perseguia; atrás dele, todo desajeitado, um sujeito vestindo cinza, cabeça raspada, tipicamente con trejeitos de doente mental.
Pois bem, pude ver quando esse último sujeito levantou a blusa e colocou nas costas, preso ao seu bermudão, algo que me pareceu um facão. Preocupado, procurei nos arredores algum policial, algum guardinha municipal e... nada. Continuei perseguindo com os olhos o trajeto do carequinha. Ele atravessou a Copacabana e entrou em um supermercado que hoje ocupa o espaço antes pertencente a um bingo. Segui meu caminho.
Ao cruzar a Santa Clara, me aparecen dois guardas municipais. Um homem e uma mulher que vinham conversando animadamente. Parei e contei o que vi. Não deram a mínima. Quando me virei para ir embora, vejo a carequinha alguns metros na minha frente, e voltei a chamar os guardinhas que rindo me disseram que o haviam visto, mas que era inofensico e que o que tinha nas costas era o radinho.... e ficou por isso mesmo.
É sempre assim. A guarda municipal e nada é a mesma coisa. Nunca vi um guardinha prendendo alguém, cuidando de alguém.... as únicas coisas que os vi fazer é ficarem em grupinhos, de dois, três ou quatro conversando ou perseguindo e caindo de paulada em cima dos comerciantes, que bem ou mal ganham seu dinheiro nas ruas. Pior seria se estivessem assaltando, matando. Mas a guardinha de Cesar e agora de Paes só faz mesmo bater e bater. Como trogloditas.

Ah, esse nosso Português....

Ando atento, ultimamente, as contradições de nosso idioma pátrio, o Português, tão temido nas escolas. Por exemplo, acabo de pedir alguns remédios na farmácia, entre eles a Passiflora, calmante natural. O balconista me informa que a passiflora não mais está sendo vendida porque perdeu a patente. Segundo o pai dos burros, o Aurélio, nesse caso, patente significa um "documento que atesta o privilégio legal concedido a uma invenção", aquele documento cedido pelo INPI.
Um outro caso patente de uma patente é o das forças armadas... ops, aqui, no primeiro caso, o patente, segundo o Aurélio é no sentido de "claro, evidente, manifesto", e no segundo se refere ao "documento que encerra designação para posto militar". Então, se você conhece algum militar pode perguntar sem medo, qual a patente dessa pessoa, se é tenente, capitão, general ou outro posto qualquer.
E por que grifei o sem medo? Porque outro sentido para patente, que é originário do latin patente, e, ainda segundo nosso pai supremo, o Aurélio, é... adivinhem... latrina. Então, se alguém perguntar a um general qual é a patente dele, o militar não vai lhe dar ordem de prisão, assim como eu não achei que o balconista da farmácia estivesse me dizendo que a passiflora perdeu a latrina....

***
Ainda aproveitando o gancho da patente e da latrina, o que você faria se alguém dissesse que nada tem a ver com sua vida privada? ou com a vida privada de alguém? Privada, nesse sentido quer dizer particular. Ou seja, essa pessoa quer dizer que nada tem a ver com sua vida particular... Mas privada também não é, digamos assim, um "sinônimo" de latrina? O que é a privada do seu banheiro se não uma latrina? A passiflora então perdeu a privada? a patente de general é uma privada? Ave Maria santíssima... que confusão!!!!!!!!!!
Ah... essa nossa língua!