Mais uma da "secretária" de Cultura da cidade do Rio de Janeiro. A médica Jandira Feghalli mandou demitir agora o gerentão do Teatro Carlos Gomes, Cláudio Botelho. Ele foi informado do fato após o jornal O Globo ter divulgado, ontem, suas crìticas à secretaria. Magoada, a médica teria dado a canetada final em Botelho.
Isso está me cheirando àquela atitude adotada por todo governo novo: demitem os adversários para depois lotearem os cargos entre os partidos que ajudaram a eleger o novo mandachuva do pedaço. Prática antiga.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Hipocrisia mais uma vez
Outra relacionada ao Maracanã. Um novo decreto proibe a venda de bebida alcólica no entorno do nosso estádio. Pelo lado da estátua do Bellini, a proibição vai da rua Paula Souza até o Maraca, o que dá uns dois quarteirões. Geralmente, a esquina da Paula Souza com a Mata Machado é ponto de encontro dos torcedores do Flamengo. Vários isopores com cervejas na rua, barraquinhas com churrasquinhos à venda, kombis e vans vendendo de tudo. O que se viu domingo passado foi uma rua vazia. Apenas um van que, talvez desavisada, estava sendo presa por policiais e guarda municipais.
Mas o que me chamou a atenção em tudo isso foi a hipocrisia do decreto ou de quem criou o decreto da lei seca no futebol. É que os torcedores que antes faziam ponto na Paula Souza simplesmente andaram um quarteirão para trás e da rua General Canabarro fizeram seu novo point, bebendo à vontade.
E para mostrar ainda mais a hipocrisia reinante neste municipio, neste estado e neste país, eu pergunto: quer dizer que se eu for almoçar em um restaurante ou for a um bar fora do quadrilátero da Lei Seca e encher a cara posso ir numa boa assistir o meu mengão?
Ah, esses nossos políticos têm cada uma!
Mas o que me chamou a atenção em tudo isso foi a hipocrisia do decreto ou de quem criou o decreto da lei seca no futebol. É que os torcedores que antes faziam ponto na Paula Souza simplesmente andaram um quarteirão para trás e da rua General Canabarro fizeram seu novo point, bebendo à vontade.
E para mostrar ainda mais a hipocrisia reinante neste municipio, neste estado e neste país, eu pergunto: quer dizer que se eu for almoçar em um restaurante ou for a um bar fora do quadrilátero da Lei Seca e encher a cara posso ir numa boa assistir o meu mengão?
Ah, esses nossos políticos têm cada uma!
Isso é fantástico
O Maracanã está querendo dificultar a vida dos torcedores cariocas, principalmente aqueles que têm filhos pequenos. É que criaram agora duas filas de entrada, uma para inteiras e outras para meia entrada. Ao ir domingo para ver Flamengo e Friburguense, perguntei ao roleteiro como fariam os pais que fossem ao Maraca com filhos menores. A resposta foi genial: "Vão ter que contratar uma babá para acompanhar os filhos na fila de meia entrada". Brasilsilsil!!!!
Meu garoto, meu paipai!
Nem bem terminei de postar sobre o livro do Midani e uma nova tentiva de se acabar com a cultura no Brasil é notícia.
Desta vez envolvendo a Secretaria Municipal de Cultura, comandada pela médica Jandira Feghalli, e os diretores da rede de teatros da cidade do Rio de Janeiro. Está na primeira página do segundo caderno de O Globo de hoje. É um disse me disse danado, uma lambança só. Fica claro o desrespeito dos políticos para com a classe teatral e, principalmente, para com o público e os eleitores.
Não me assusta nada disso. Essa questão de leiloar cargos públicos para poder governar e satisfazer as bocas famintas dos partidos não é prática atual, vem de anos. E é lamentável, porque colocam quem não entende do riscado para gerenciar o que nada entendem. Mas enfim....
Eu já calculava que isso fosse acontecer, uma vez que o mocinho e atual prefeito é cria do "Mala" anterior e parece que aprendeu bem a lição. Ele, o mocinho, e sua trupe começaram a mil, fazendo uma varredura na cidade... em vão. As kombis voltaram, os mendigos continuam a dormir nas ruas (O Globo mostra hoje a foto de um morador de rua dormindo em um banco do hospital Lourenço Jorge), os buracos continuam nas ruas. É puro fogo de palha.
A única diferença do atual prefeito para o anterior é que este ainda não foi tentar tomar sorvete em algum açougue da cidade. Resta esperar o carnaval, para saber se irá varrer o Sambódromo. O resto é como diz aquele velho ditado: cara de um, focinho de outro. Ou melhor ainda, como aquele personagem de Chico Anisio: Meu garoto, meu paipai....
E viva nossos políticos!!!
Desta vez envolvendo a Secretaria Municipal de Cultura, comandada pela médica Jandira Feghalli, e os diretores da rede de teatros da cidade do Rio de Janeiro. Está na primeira página do segundo caderno de O Globo de hoje. É um disse me disse danado, uma lambança só. Fica claro o desrespeito dos políticos para com a classe teatral e, principalmente, para com o público e os eleitores.
Não me assusta nada disso. Essa questão de leiloar cargos públicos para poder governar e satisfazer as bocas famintas dos partidos não é prática atual, vem de anos. E é lamentável, porque colocam quem não entende do riscado para gerenciar o que nada entendem. Mas enfim....
Eu já calculava que isso fosse acontecer, uma vez que o mocinho e atual prefeito é cria do "Mala" anterior e parece que aprendeu bem a lição. Ele, o mocinho, e sua trupe começaram a mil, fazendo uma varredura na cidade... em vão. As kombis voltaram, os mendigos continuam a dormir nas ruas (O Globo mostra hoje a foto de um morador de rua dormindo em um banco do hospital Lourenço Jorge), os buracos continuam nas ruas. É puro fogo de palha.
A única diferença do atual prefeito para o anterior é que este ainda não foi tentar tomar sorvete em algum açougue da cidade. Resta esperar o carnaval, para saber se irá varrer o Sambódromo. O resto é como diz aquele velho ditado: cara de um, focinho de outro. Ou melhor ainda, como aquele personagem de Chico Anisio: Meu garoto, meu paipai....
E viva nossos políticos!!!
Samba, suor e sexo
Hoje já é 28 de janeiro. A cada dia, o tempo voa mais rápido. Daqui a pouquinho começa a festa da carne. O Brasil transforma-se em alegria, samba, suor e muito sexo solto e depois... todo mundo toma banho e o País começa a trabalhar. Até então, está tudo em banho maria.
Como dizia o mestre Martinho da Vila: "è devagar, é devagar, é devagar é devagar devagarinho" e eu acrescento: que se vai longe...
Como dizia o mestre Martinho da Vila: "è devagar, é devagar, é devagar é devagar devagarinho" e eu acrescento: que se vai longe...
Um livro delicioso
Acabo de ler o livro do André Midani. Chama-se "Música, ídolos e poder, do vinil ao download", da editora Nova Fronteira.Simplesmente maravilhoso. Lê-se de cabo a rabo, avidamente, porque é realmente delicioso.
Midani conta sua vida de uma forma leve. Mostra sua sobrevida na guerra, ainda criança, o desembarque na Praça Mauá e a partir daí, sua vida no mundo musical, no Rio de Janeiro.
Porém, de todo o livro, o que mais me chamou a atenção foram os capitulos 49 e 51. Apenas porque eles mostram como funciona o Governo, a burocracia, a falta de respeito para com a cultura nacional.
Esses fatos me fizeram lembrar a época em que trabalhei na Secretaria Especial de Ação Cominitária - SEAC -, aqui mesmo no Rio de Janeiro. Isso no século passado, por volta de 1987, 88.
A Seac daqui era ligada a Seac em Brasilia, que por sua vez fazia parte do Ministério do Planejamento no então governo do Presidente Sarney.
Com isso, tive que estar em Brasília durante um mês, tempo suficiente para ver e ouvir muita coisa. A SEAC/RJ era encarregada, estadualmente, da implementação de vários programas, entre eles o do leite em comunidades carentes.
Então por isso, tudo o que o André Midani escreveu nesses dois capítulos me tocaram fundo. Mas o livro todo é delicioso.
Sempre um recomeço!
2009!!! Sempre um recomeço! Agora, com forças novas, vamos retomar este blog que andou parado...
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