Ando atento, ultimamente, as contradições de nosso idioma pátrio, o Português, tão temido nas escolas. Por exemplo, acabo de pedir alguns remédios na farmácia, entre eles a Passiflora, calmante natural. O balconista me informa que a passiflora não mais está sendo vendida porque perdeu a patente. Segundo o pai dos burros, o Aurélio, nesse caso, patente significa um "documento que atesta o privilégio legal concedido a uma invenção", aquele documento cedido pelo INPI.
Um outro caso patente de uma patente é o das forças armadas... ops, aqui, no primeiro caso, o patente, segundo o Aurélio é no sentido de "claro, evidente, manifesto", e no segundo se refere ao "documento que encerra designação para posto militar". Então, se você conhece algum militar pode perguntar sem medo, qual a patente dessa pessoa, se é tenente, capitão, general ou outro posto qualquer.
E por que grifei o sem medo? Porque outro sentido para patente, que é originário do latin patente, e, ainda segundo nosso pai supremo, o Aurélio, é... adivinhem... latrina. Então, se alguém perguntar a um general qual é a patente dele, o militar não vai lhe dar ordem de prisão, assim como eu não achei que o balconista da farmácia estivesse me dizendo que a passiflora perdeu a latrina....
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Ainda aproveitando o gancho da patente e da latrina, o que você faria se alguém dissesse que nada tem a ver com sua vida privada? ou com a vida privada de alguém? Privada, nesse sentido quer dizer particular. Ou seja, essa pessoa quer dizer que nada tem a ver com sua vida particular... Mas privada também não é, digamos assim, um "sinônimo" de latrina? O que é a privada do seu banheiro se não uma latrina? A passiflora então perdeu a privada? a patente de general é uma privada? Ave Maria santíssima... que confusão!!!!!!!!!!
Ah... essa nossa língua!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
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