sábado, 7 de março de 2009

Par de jarros

Vamos dar uma pausa nas minhas lamúrias... agora vai mais uma para a gente rir... ou chorar.
O que vou contar abaixo é real e serve para mostrar como certas pessoas têm dificuldade de aceitar a passagem dos anos e como a vaidade mexe com seus brios, ao ponto de essas criaturas se sujeitarem ao ridículo.
Aqui em Copacabana tem duas mulheres, mãe e filha, que já ganharam o apelido de "par de jarros". Mas podem ganhar também apelidos tipo "tico e teco", "testiculos" (estão sempre juntos) e por ai vai. Me parece que par de jarros cai melhor.
A mãe deve ter seus 40 anos e a filha está na adolescência, ou saindo dela. As duas têm os cabelos chegando na bunda. São loiras as duas. Andam com o mesmo modêlo de tênis, o mesmo modêlo de calça de ginástica, daquela apertada que vai até o joelho, tão apertada que marca a bunda e a "perereca" das duas. Usam o mesmo modêlo de blusa. Ambas sempre muito maqueadas. A mãe é daquelas saradinhas, musculosas, como muitos rapazes em inicio de malhação. A filha não sei se malha.
Um verdadeiro par de jarros.
Bom, outro dia, por milagre, a mãe estava sozinha na esquina da Barão de Ipanema com Leopoldo Miguez, na calçada defronte à igreja de São Paulo Apóstolo, conversando com outras duas senhoras. A conversa girava em torno, exatamente, da igualdade entre mãe e filha.
Elas perguntavam se não seria uma forma de competição por parte dela, mãe, em relação a filha.
O par de jarro mais velho então respondeu que não. Que isso não a incomodava, nem a filha, nem aos amigos da filha.
- Pelo contrário, os amigos de minha filha adoram...
Nessa hora eu pensei com meus botões, malicioso: "eu imagino, eu imagino".

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